quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

WHAT ABOUT ETHIOPIA?!

A Etiópia. Sobre a Etiópia. Sobre a Etiópia não sei grande coisa. Sobre Adis Abeba, apenas posso relatar o que observei durante 4 dias. Foi uma espécie de fim de semana prolongado numa das cidades mais altas do mundo, a 2.400 metros de altitude, encravada nas montanhas. A Ana teve que comparecer numa reunião no âmbito do seu trabalho de investigadora, num enquadramento da União Africana, cuja sede é precisamente, e há várias décadas, em Adis Abeba. “Porque não vens comigo?” E assim fui, numa viagem de longo curso, com várias escalas pelo caminho (Lisboa-Bruxelas-Paris-Adis Abeba), quase 24 horas de aeroportos e aviões. Até parece que viajei para a Austrália, quando afinal, fui só até aqui em baixo, a meio da costa oriental africana. Quer dizer, não fui bem à costa, visto que a Etiópia não tem costa marítima, consequência dos vários anos de conflitos com a Eritreia, que conseguiu a linha da costa e o seu importante porto.
Adis Abeba, traduzindo, “Nova Flor”, encontrada por uma imperatriz que sofria de qualquer coisa parecida com reumático e que se deparou neste local com uma fonte de águas quentes termais, que, segundo reza a história, a curou. Com este “milagre”, convenceu o marido de que a capital do país tinha que passar para aquele local, no qual encontrou a tal nova flor, e assim surgiu Adis Abeba.
É uma cidade africana, com a mesma confusão que caracteriza qualquer cidade deste continente (talvez com excepção de Cape Town, uma cidade africana à parte), mas sem grandes marcos coloniais, dado que apenas teve a presença dos italianos por um curto período de tempo. Parece que a sua geografia muito acidentada (onde se pode ir a mais de 3.000 metros de altitude e a alguns metros abaixo do nível do mar, tudo dentro das mesmas fronteiras), aliada à presença dum deserto, fez da Etiópia um país pouco apetecível aos olhos dos colonizadores da época, que deixaram este território em paz, e que se tornou uma “sobra” para quem já veio tarde, neste caso a Itália, que apenas ali permaneceu cerca de meia década.
Talvez por isso, eu pelo menos atribuo a falta de grandes edifícios coloniais a esta razão, o que torna esta cidade mais leve, com mais verde, menos betão e mais bairros locais encravados no meio da metrópole, entre grandes e espaçosas avenidas, onde circulam veículos velhos, gado e muita gente. Entre dois a três milhões de pessoas, uma pequena parte dos mais de oitenta milhões de etíopes espalhados pelo imenso país.
Também ao contrário da maioria das capitais africanas, Adis Abeba é uma cidade segura. É óbvio que há muita curiosidade e alguma tentativa de aproveitamento do turista ocidental, mas o ambiente é muito pacífico.
A cultura é muito interessante. Uma mistura de sons africanos e árabes. Uma mistura de sabores africanos e indianos. Uma pacífica coexistência entre cristãos ortodoxos e muçulmanos, entre igrejas e mesquitas.
O que mais me deslumbrou foi a beleza dos etíopes, principalmente das mulheres (os homens têm sempre mais sorte, possa!). Parecem-se muito com os antigos egípcios. Digo antigos porque me refiro às esfinges e perfis desenhados ou esculpidos nas paredes dos templos e túmulos egípcios. Os egípcios que encontrei o ano passado no Egipto nada têm de semelhante com estas figuras históricas, enquanto que os etíopes são cópias destas figuras quase míticas.
E a língua. O alfabeto “amarik” (não sei bem se se escreve assim), é lindíssimo e os seus caracteres assemelham-se a hieróglifos arcaicos. É tão bonito! E ao ouvido, o amarik faz-me lembrar a língua egípcia antiga que tantas vezes ouvi nas sagas cinematográficas da “Múmia”. A sério!
Há ainda o poderoso facto da Etiópia ser considerada o berço da humanidade, à luz de Darwin e das provas existentes de que o Homo Sapiens surgiu nesta zona do globo. E depois há a Lucy, os remains da mais antiga mulher encontrada até hoje, na Etiópia. Tal como a mais antiga criança (datada de 150.000 anos após a vida de Lucy, que terá vivido pr’aí há 3 milhões de anos, será?! Já não me lembro!). As coisas interessantes que eu aprendi (numa memória de muito curto prazo), na exposição patente no Museu Nacional da Etiópia, embora não se tenha qualquer pista do que se vai encontrar até se descer à cave do museu de aspecto quase abandonado!
A Etiópia não é um destino turístico por excelência, mas ainda bem que embarquei nesta muito pequenina aventura e fiquei com muita pena de não ter viajado pelo resto do país.
Para já só tenho disponível esta foto, tirada com o telemóvel, do 11º piso do Hilton (caríssimo, como o são todos os hotéis de 5 estrelas em África).

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

FRIENDS

Foi com muita satisfação que reencontrei dois grandes amigos do tempo de faculdade (desculpa Pedro, universidade). Foi, de facto, um ternurento reencontro!
Parece que o tempo não passou por vocês, apesar de terem constituído família e terem, cada um, dois filhos, para garantirem a continuidade dos genes. Continuam exactamente como sempre foram! Muito mais do que isso, as v/vidas são exactamente como eu as imaginei há 15 anos atrás: casados com pessoas que vos completam, encarnando na perfeição o papel de pais responsáveis e pessoas felizes. É o máximo!
A Vanda no seu papel de mulher bonita e dona de casa nada desesperada, com o seu lar decorado como só ela o sabe fazer (aliás, se tivesse que adivinhar quem vive naquela casa, só me ocorrerias tu). Com a sua Camila e o seu Rodrigo, e os seus quartos de crianças, perfeitos, sem que nenhum pormenor fosse esquecido, mas com a arrumação suficiente para que se perceba que são crianças que ali brincam, nem um bocadinho a mais, nem um bocadinho a menos. E com o seu Pedro, totalmente “husband material”, a quem põe doido com tudo o que não sabe onde deixou. E ainda há a Puca, imprescindível, como se o quadro familiar não fosse o mesmo sem a cadela. Vanda, serias sempre a mesma, com dois ou 10 filhos, com um ou uma matilha de cães!
O Pedro no seu papel de homem de família, com a sua delicada Patrícia, com quem partilha a educação do Miguel e da Inês (que ainda não conheci pessoalmente). O meu Pedrocas, com o seu humor inconfundível (embora eu não te perdoe não teres feito o “cavalo”, com a reles desculpa de que não te lembras), e a sua percepção racional da vida. Tão racional como “não é possível termos um cão enquanto não colocarem os portões”, o animal de estimação que a Patrícia tanto quer. Pedro, serias sempre o mesmo, na Guarda ou na Sibéria!
Duas pessoas que demoram 15 minutos de casa ao trabalho (incluindo deixar as crianças em dois colégios diferentes). Duas pessoas que vivem invernos rigorosos com neve e verões quentes e secos. Duas pessoas da “serra”, da Covilhã e da Guarda, cidades que estimam e onde conhecem o sabor da qualidade de vida.
Duas pessoas que me acompanharam durante 5 anos. Duas pessoas que partilharam comigo alegrias e que, principalmente, me disponibilizaram o ombro sempre que foi preciso (e quantas vezes não foram?!). Duas pessoas com quem estudei, ri, chorei e vivi. Duas pessoas que fazem parte da minha vida, para sempre, e mesmo que nunca mais as visse.
Duas pessoas que tomaram rumos de vida tão diferentes do meu, mas que sabem estar para além do registo familiar, o único que consigo ver na maior parte dos casais com que me cruzo. Duas pessoas c/um espírito inabalável, ou melhor dizendo, cinco pessoas imensamente ricas de espírito.
E parece mesmo que o tempo não passou entre nós. Falámos como se tivéssemos retomado uma conversa deixada a meio ontem, quando afinal passaram mais de dez anos desde a última vez que trocamos palavras. Falámos dos 300km que nos separam, dos diferentes estilos de vida que levamos, das responsabilidades que passámos a ter, das viagens que fizemos e das que ainda temos pela frente, mas, principalmente, falámos da empatia que nos une, a nós, os mesmos de sempre!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

ESCOLHAS

Acabei de ler um livro, razoável, embora o título não abone a seu favor “Pequenos gestos de amor eterno”, de Danny Scheinmann, que conta “Duas histórias de amor. Dois retratos de perda. Uma viagem memorável” (tal como se lê na capa), e a dada altura um homem que habita só, na Sibéria, conta uma história ao viajante protagonista, qualquer coisa como: um dia um homem insatisfeito olha o pôr do sol e decide que é onde o sol toca o horizonte que quer estar. Caminha, caminha, caminha... e desolado dá por si na sua terra novamente. Quando lhe perguntam o que viu na sua grande viagem, ele percebe que, apesar de ter dado a volta ao mundo, nada tem para contar, pois caminhou com os olhos no sol e no momento futuro em que chegaria onde este toca a terra, sem usufruir do presente, sem olhar o que o rodeava à sua passagem, enquanto caminhava.
O homem sábio termina a sua história afirmando que “a felicidade não é um objectivo, é uma escolha”.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

MOTARDS NO FEMININO


Pena que ñ é possível expor as fotos das ditas motas... em breve!

domingo, 21 de junho de 2009